Skateboard

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MODALIDADES

BOWL

O skate Bowl é praticado em uma espécie de piscina. A pista possui bordas arredondadas, várias ondulações, grandes curvas em formato de U que possibilitam as manobras, construídas em madeira ou concreto e altura mínima de 3,5 metros.

Originalmente começou a ser praticada em piscinas nos Estados durante um período de secas no Estado da Califórnia ocorrido no início dos anos 70. Com o sucesso da experiência, foram construídas as primeiras “skateparks” com imitações destas piscinas, que foram chamadas de bowls. Skatepark é um ambiente recreativo construído especialmente para a prática do skate.

Esta modalidade conta com poucos adeptos pela necessidade do praticante possuir vasta experiência e alto nível técnico, havendo no Brasil cerca de 40 competidores profissionais e 100 competidores amadores.

HALF-PIPE/ VERTICAL

O Skate Vertical tem esse nome por conta de ser praticada em um Half-pipe de no mínimo 3,50 m de altura e com as extremidades em 90º do solo, subindo uma parede vertical que pode ser feito em madeira ou concreto. Half-pipe é uma estrutura côncava, ou seja, em formato de U, sendo que a cavidade mais baixa é extensa. É destinada à prática de esportes radicais como o skate, snowboarding, patins inline ou BMX.

No final da década de 70 e meados de 80, nos EUA, muitas pistas de skate Bowl foram fechadas, obrigando os skatistas começaram a construir pistas em suas próprias casas, fazendo adaptações até chegar aos famosos Half-pipes. Hoje, o tipo de rampa de skate mais conhecido.

Para praticar skate vertical, é necessário que o skatista possua grande experiência e um alto nível técnico além do uso obrigatório dos equipamentos de segurança. No Brasil, essa modalidade possui aproximadamente 40 skatistas profissionais e 100 skatistas amadores.

MEGA RAMPA/ BIG AIR

Devido à fama pelo X-Games, a mega rampa tornou-se a rampa mais conhecida e á a modalidade mais radical do skate. Idealizada pelo skatista norte-americano Danny Way e projetada pelo especialista em construção civil John Tyson, a mega rampa possui três partes onde o skatista inicia através de uma descida (drop) de 27 m de altura com extensão média de 1 metro, proporcionando quase velocidade de 80 km/h e usa outra rampa para saltar realizando manobras a cerca de 16 m de altura do chão em um vão livre de 20m de comprimento, onde irá aterrissar em mais uma rampa de descida que empurrra para a metade de um half-pipe vertical (quarter-pipe) de 9 metros de altura.

O brasileiro Bob Burnquist é octacampeão da mega rampa e foi o primeiro skatista a conseguir fazer a manobra fakie to fakie 900° na mega rampa, manobra que consiste em dois giros e meio do skatista em seu próprio eixo no ar. O brasileiro executou a primeira manobra da história, na mega rampa construída em sua casa, na Califórnia e, conquistou a medalha de ouro nos X Games em 2010, Los Angeles, com a mesma manobra.

MINI RAMPA

É uma variação dos half-pipes que não possui vertical e altura entre 2 e 2,50 metros. Depois da pista street, “mini ramp” é o tipo de rampa mais construída no Brasil devido à facilidade de construção e baixo custo, sendo encontrada em parques, clubes e condomínios. Nessa modalidade a maioria das manobras são realizadas na borda da rampa e manobras de voo atingem alturas mais baixas.

BANKS

É uma variação da pista de bowl com fundo mais baixo, não chega a ter 90° nas bordas, possui poucas ondulações na pista e tem altura entre 2 e 2,5 m. A velocidade e manobras são realizadas na borda, podendo também realizar manobras no “cotovelo” da pista, caso exista.  

Em todas as modalidades de skate é obrigatório o uso de equipamentos de segurança tais como: capacete, joelheira e cotoveleira.

SKATE STREET

O street, ou skate de rua, baseia-se em executar manobras em obstáculos encontrados na rua como: corrimões, muretas, bancos, escadas, barrancos e calçadas, podendo ser praticado em pistas com obstáculos que simulam situações encontradas na rua.

É a modalidade com maior quantidade de praticantes, tendo hoje cerca de 90% de skatistas. Seu surgimento foi no final da década de 70 e no início de 80 nos Estados Unidos, se espalhando rapidamente pelo mundo. No Brasil, são aproximadamente 350 skatistas profissionais e mais de 15 mil amadores.

FREESTYLE

Modalidade que consiste em realizar manobras consecutivas, através de coreografias sem colocar os pés no chão. Freestyle, ou estilo livre, é realizado em superfícies planas, sem obstáculos, em locais de no mínimo 300 m². Em competições, o atleta tem um tempo estipulado para realizar as coreografias em média de um minuto.

As manobras no freestyle são muito técnicas, sejam de equilíbrio ou com o skate girando nos pés. Uma das manobras é o kickflip cujo segredo é o posicionamento dos pés. O pé da frente fica posicionado no meio do skate, enquanto que o de trás fica próximo à borda. O atleta faz um leve agachamento dando um impulso deslizando o pé do meio para frente e realiza o salto enquanto que o skate faz o giro, e o atleta cai na base do skate.

O Skate Freestyle, também criado no final da década de 70, é baseado no estilo livre de andar, onde a imaginação se mistura com a técnica e é uma das modalidades mais baratas de organizar campeonatos pelo fato de não necessitar da construção de rampas.

ESTRUTURA HALF-PIPE

Deck – Plataforma de madeira é a parte onde o atleta inicia as manobras e é o local de espera do próximo atleta.

Vert - É onde se localiza a parte mais inclinada, com 90 graus.

Transição - É onde ocorre a transição da parte plana para a inclinada, ou seja, do flat para o vert.

Flat - É a parte plana em paralelo ao solo.

Coping - Borda da pista que pode ser de concreto ou ferro para execução de manobras de slide (deslizamento).

Extensão – Parte acrescentada à pista usada dropar (fazer manobras) com mais altitude, gerando mais velocidade ao atleta.

CURIOSIDADE

No final dos anos 50 quando não havia ondas no litoral da Califórnia, surfistas tentavam imitar as manobras de Surf usando rodas e eixos montadas em pranchas de madeira.

O primeiro skate fabricado e comercializado em série foi o Roller Derby em 1959. Nesta época milhões de skates foram vendidos, mas as rodas eram de ferro e por escorregarem aconteceram muitos acidentes e a sociedade norte americana fez campanha para banir o novo esporte, demorando muito tempo para o skate ganhar credibilidade novamente.

Fonte:

Skateboard Brasil (skateboardbrasil.com.com.br)

Confederação Brasileira de Skate (cbsk.com.br)

 

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