windsurf

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REGRAS

O windsurf é considerado um esporte náutico uma vez que é utilizada a vela como propulsão da prancha, e faz parte de uma das modalidades olímpicas da vela/iatismo pertencente à classe RS: X.

O esporte é praticado com uma prancha idêntica à prancha de surfe e com uma vela entre 2 e 5 metros de altura, sendo necessário o uso de equipamentos específicos e dividida em categorias.

CATEGORIAS

Fórmula - A mais técnica de todas as categoria, utilizando pranchas mais volumosas e com velas maiores que exigem alta performance. É a categoria mais nova do windsurf, criada pela PWA (Professional Windsurfers Association) com o objetivo de tornar o esporte mais competitivo. Bastante procurada devido à sua simplicidade, alto desempenho e baixo custo. A regata se dá em um percurso quadrado para que o competidor veleje em popa, contra-vento e través.

Freestyle – Estilo livre do Windsurf, o atleta realiza manobras com criatividade, porém com certo grau de dificuldade.  As competições acontecem em lagos ou mares sem muita onda, as pranchas devem ser curtas e largas com bordas arredondadas e velas de tamanho mediano permitindo uma rápida aceleração. No freestyle vence o windsurfer que fizer as manobras mais radicias.

Wave - A categoria wave é disputada nas ondas, realizando manobras e saltos similares ao surf. As pranchas são pequenas com bordas arredondadas feitas especificamente para descer e saltar ondas fazendo muitas manobras. As competições atraem muito público e os velejadores dão verdadeiros shows no mar.

Raceboard – É a categoria mais tradicional do windsurf. As pranchas não são padronizadas, mas têm limites de peso. As velas não devem ultrapassar 7.5 m² e as pranchas tem em média, 380 cm. Essa categoria se subdivide de acordo com o peso de seus competidores: raceboard leve, para velejadores abaixo de 70 kg, e raceboard pesado, para aqueles que pesam acima de 75 kg.

Freeride – A categoria Freeride engloba os equipamentos ideais para os iniciantes. As pranchas são resistentes e mais baratas e não são específicas para um determinado tipo de prova. Ideal para os velejadores de finais de semana.

Slalom – Consiste em competições de alta velocidade, que exige ventos fortes, são realizadas em um percurso no formato da letra W, cujos obstáculos são necessários contornar. Os velejadores percorrem 5 retas e fazem 3 jibes em provas com ventos acima de 12 nós. Nessa modalidade o ideal é largar da melhor maneira possível para adquirir muita velocidade nas retas. As pranchas são muito leves e as velas normalmente são menores do que 6.5 m².

Course Racing – Não há limite para o equipamento e as pranchas geralmente são mais largas e as velas maiores. As regatas são disputadas em barlavento (contra-vento e popa).

Speed – Essa é a categoria mais rápida do windsurf, cujo objetivo é bater recorde mundial de velocidade. As competições acontecem em águas calmas, sem ondas e com vento acima de 25 nós. As pranchas pesam menos do que 4 kg.

RS:X – Criada em 2004, após a Olimpíadas de Atenas, é a categoria oficial de windsurf nos Jogos Olímpicos. A prancha tem um desenho mais moderno e atinge velocidades mais altas. Os homens usam vela de tamanho 9,5 m² e as mulheres 8,5 m². O equipamento permite velejar em qualquer tipo de vento e ondulação, por isso foi escolhida como categoria olímpica. Todos os velejadores devem usar exatamente o mesmo material (one design) – prancha, vela, retranca e mastro.

EQUIPAMENTOS

Vela: é o que permite capturar a força do vento para movimentar a prancha.

Mastro: suporta e dá forma à vela.

Alças para os pés: fixos à prancha, é onde se encaixam os pés para a prancha planar em alta velocidade.

Arnês: equipamento vestido pelo praticante que permite utilizar o peso do corpo poupando a força dos braços.

Trapézio ou cabos de arnês: afixados à retranca permitindo a utilização dos arnês.

Extensor: permite que a vela se mantenha esticada quando o mastro não tem o comprimento necessário.

Patilhão: localizada a meio da prancha (principalmente nas de aprendizagem) contribui para um aumento de estabilidade, o que facilita a aprendizagem de manobras contra o vento.

Pé de mastro: peça móvel que liga o mastro à prancha, permitindo que esta rode em todas as direções.

Prancha: elo de ligação entre o atleta e a água, de vários tamanhos e tipos, sendo classificadas de acordo com o seu volume, largura e modalidade.

Quilha ou fin: afixada na parte inferior da popa da prancha, controla a prancha permitindo o deslocamento na direção desejada.

Retranca: elo de ligação entre a vela e o praticante, segura e direciona a vela.

HISTÓRIA

Em 1963 o casal Newman (velejador) e Naomi Darby (canoísta), moravam na Flórida e desenvolveram o primeiro protótipo do windsurf baseado num desejo de Naomi em colocar uma vela na canoa para se colomover mais rápido. A ideia deu certo, porém, os altos custos de fabricação, bem como toda a burocracia de patente fizeram com que o casal desistisse de sua invenção.

Quatro anos mais tarde, os amigos Jim Drake, engenheiro aeroespacial, e Hoyle Schweitzer, empresário e surfista, patentearam a criação do casal Newman, batizando o novo equipamento esportivo de Windsurf.

Aos poucos a modalidade foi ganhando notoriedade chegando a produzidas cerca de 150 mil unidades entre 1973 e 1978. Em 1984, durante uma reunião realizada em Moscou, o Comitê Olímpico Internacional reconheceu o windsurf como esporte olímpico autorizando a sua participação nos Jogos Olímpicos daquele ano.

No Brasil, o esporte chegou através do paulista Fernando Germano que trouxe a primeira prancha de windsurf. Outros pioneiros do windsurf no Brasil são Klaus Peter, Marcelo Aflalo e Leonardo Klabin.

O recordista de velocidade no windsurf é Finian Maynard, das Ilhas Virgens Britânicas, que atingiu a marca de 48,7 nós (algo em torno de 90 km/h).

Atualmente o esporte é organizado pela PWA – Professional Windsurfer`s Association que é a entidade responsável por organizar as competições mundiais. No Brasil, a Confederação Brasileira de Vela e Motor e a Associação Brasileira de Windsurf regulamentam o esporte. Todas essas entidades seguem as normas da ISAF – International Sailing Federation, entidade máxima de vela no mundo.

Fonte:

Federação Internacional de Vela (sailing.org)

Associação Catarinense de Windsurf (acw.esp.br)

Associação Brasileira de Windsurf (abdw.org.br)

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