Ginástica Artística

Ginástica Artística

REGRAS

A ginástica artística é disputada no feminino e masculino em provas distintas:

DISPUTA FEMININA - são provas de solo, salto sobre mesa/cavalo, barras assimétricas e trave de equilíbrio.

SOLO: esta prova é realizada em um tablado acompanhada de música e dura 90 segundos. O tablado é um quadrado com 12 m de largura e 12 m de comprimento, revestido com um material acolchoado que garante a proteção do atleta em caso de quedas e ajuda no impulso dos saltos e nas passadas. O atleta deve permanecer durante toda a prova dentro deste tablado e sua pontuação é contada a partir do primeiro movimento. A ginástica no solo são realizados movimentos acrobáticos e ginásticos.

A pontuação do atleta é obtida através da avaliação do grau de dificuldade dos movimentos, as conexões feitas entre um movimento e outro, além da exigência de uma rotina que é um conjunto de movimentos que todos os atletas têm que praticar independente de sua coreografia ou música. Os juízes também avaliam todas as falhas técnicas, de composição e a qualidade e estética dos movimentos executados. A cada falha os juízes vão reduzindo a nota do atleta e depois disso são somadas as notas.Os descontos das notas podem ser de quatro tipos: leves - descontados 0,1 ponto; médios – descontados 0,3 pontos e graves - descontados 0,5 pontos. As quedas são descontadas 0,8 pontos. Além disso, são descontados erros como pisar fora do tablado e pequenos desequilíbrios.

SALTO SOBRE A MESA: também conhecida como salto sobre cavalo, consiste em o ginasta saltar sobre o aparelho tomando impulso em um pequeno trampolim apoiando as mãos sobre a mesa em um movimento acrobático onde são avaliadas a altura, a dificuldade de execução e a execução do movimento de chegada ao solo. O salto é considerado um evento de explosão muscular, possuidor de uma margem mínima para erros. É o evento mais curto entre todos, e tem igual ponderação aos demais para a obtenção da classificação global do ginasta.

As fases da disputa estão divididas em:

Execução: etapa quando o ginasta determina sua distância de corrida na esteira de 25 m e alcança o trampolim ao pé da mesa para dar impulsão ou iniciar ali sua rotação.

Pré-voo: fase que inicia imediatamente após o toque do ginasta no trampolim e antes de soltar a mesa. É quando o ginasta sai do trampolim e atinge a mesa de salto.

Contato com a mesa: etapa é a do impulso no aparelho onde o ginasta procura maior altura para a precisa realização de seu salto. O ideal é que saia desta fase com angulação mais adequada ao movimento que pretende realizar e os pontos são descontados caso a angulação não seja a ideal.

Pós-voo: fase mais importante do evento que o ginasta realiza o movimento. Esta é a fase que conta mais pontos e todo o posicionamento do atleta é avaliado nesta etapa.

Chegada: fase onde o ginasta faz contato com o solo (colchões que amortecem eventuais quedas e as próprias chegadas). O ideal desta etapa é que o ginasta crave seu movimento concluindo sem rotação ou desequilíbrio.

BARRAS ASSIMÉTRICAS: a prova é composta por uma série de movimentos obrigatórios onde a posição das duas barras em diferentes alturas possibilita à ginasta uma gama variada de movimentos, alternância entre as barras e mudanças de empunhaduras (parte de uma ferramenta que garante uma perfeita coordenação motora). A execução de alguns movimentos também é facilitada através da propriedade de molejo do aparelho e os exercícios de força devem ser usados com moderação, pois os impulsos são a base dos movimentos estáticos que antecedem as rotações ou transições. Se por acaso a ginasta cair ela terá trinta segundos para retomar o exercício de onde ele foi interrompido. A barra mais alta mede 2,4 m de altura e a barra mais baixa mede 1,6 metros.

TRAVE DE EQUILÍBRIO: também conhecida como trave olímpica, as ginastas ficam sobre uma barra onde devem fazer os movimentos acrobáticos de saltos e giros. Sob risco de penalidade, a atleta não pode se desequilibrar, cometer falhas na execução, cair da trave, e cumprir a coreografia e os 90 segundos estabelecidos para a apresentação. Se o sinal tocar 2 vezes significa que a ginasta ultrapassou os 90 segundos. O aparelho é revestido com um material aderente, possui 5 metros de comprimento e 10 centímetros de largura.

DISPUTA MASCULINA - as provas são de barra fixa, barras paralelas, cavalo com alças, argolas, salto e solo.

BARRA FIXA: a prova consiste em movimentos de força e equilíbrio e o ginasta deve fazer movimentos giratórios em uma rotina acrobática, que envolve os giros propriamente ditos, as largadas e retomadas, as piruetas e as pegadas. Os atletas utilizam protetores nas mãos que impedem lesões e ajudam a manter a aderência com o aparelho. A competição varia de quinze a trinta segundos e inclui giros nas duas direções, para frente e para trás. Nesta prova, o ginasta não pode parar de mover-se e necessita de uma velocidade maior nos giros antes de cada acrobacia para ganhar altura e velocidade rotacional.

A barra é presa sobre uma estrutura de metal a 2,8 m do solo e possui 2,40 m de comprimento, de material aderente e maleável que contribui para um amortecimento dos movimentos acrobáticos que o atleta executa durante sua apresentação.

BARRAS PARALELAS: o ginasta deve realizar uma série de movimentos giratórios equilibrados nas duas barras passando por todo o seu comprimento. As rotinas nelas executadas variam de acordo com o grupo de elementos apresentados pelos ginastas que não possuem tempo aproximado de execução (varia entre 15 e 30 seg) podendo um ginasta cumprir uma prova mais curta, porém com nota de partida mais elevada, enquanto uma prova mais longa possui dificuldade inferior. Uma série de exercícios neste aparato deverá constar habilidades desenvolvidas pelo ginasta de equilíbrio, força e a agilidade executadas em suspensão e apoio.

O ginasta deve percorrer toda a extensão das barras, seja com largadas e retomadas ou com movimentos de equilíbrio, manter a postura angular correta de 180º vertical e 90º nas paradas e finalizar sua apresentação com um salto de saída de dificuldade importante.

Para não sofrer penalidades, o ginasta não deve arrumar suas mãos nas barras quando não estiver executando o movimento, não pode desprender-se do aparelho, perder a postura como dobrar os joelhos e cotovelos, não cumprir com as exigências acrobáticas e plásticas exigidas, tocar as pernas nas barras em qualquer situação e não finalizar um movimento qualquer passagem ou acrobacia.  O aparelho possui as medidas de 1,95 metros de altura e 3,5 metros de comprimento, estando distanciadas uma da outra entre 42 cm e 52 cm.

CAVALO COM ALÇAS: é um aparelho mais estreito na parte inferior montado horizontalmente sobre uma base com duas alças sobrepostas ao aparelho.Os movimentos mais comuns que envolvem uma única perna chamam-se tesouras, onde o atleta apoiado nas alças joga uma perna de cada vez para frente e para trás do corpo do aparelho, utilizando de adequada postura. No entanto, o principal da rotina do atleta são os trabalhos executados com as duas pernas onde o ginasta pode balançar as pernas em um movimento circular perfeito, seja no sentido horário ou no anti-horário, na ponta ou realizando a execução de movimentos sobre toda a extensão do aparelho.

Para tornar o exercício mais desafiador, os ginastas incluem ainda variações do giro básico com variações no posicionamento das pernas, das mãos e do tronco virado para cima ou para a direção do aparelho. A série termina com o desmonte que pode ser feito com um balanço de corpo para fora do aparelho, ou executando uma parada de mão feita obrigatoriamente sobre impulso e não força seguida por um salto simples. Durante toda a série somente as mãos podem tocar o aparelho.

O ginasta será penalizado pela falta de postura das pernas que devem ser sempre retas, por se desgarrar do aparelho, por subir à parada de mãos na força ao invés do impulso, e caso não realize os movimentos obrigatórios. O cavalo que de fato assemelhava-se ao animal, 1,15 metro de altura x 1,60 metro de largura e as alças possuem distância ajustável e a altura de 12 cm.

ARGOLAS: a prova consiste em uma série de exercícios de força, equilíbrio e balanço durante as acrobacias realizadas pelos membros superiores corpo. O júri valoriza o controle do aparelho, pois menos tremer a estrutura que suspende as argolas à haste melhor será a pontuação de execução do ginasta, além de valorizar a dificuldade dos elementos da coreografia, tais como: movimentos de baixo para cima, movimentos estáticos/imóvel, acrobacias altas e completas, saltos no desmonte, entrada estática no aparelho (com a ajuda do técnico, o ginasta inicia sua rotina com os braços esticados e o corpo totalmente ereto, como completando o comprimento das argolas).

Haverá penalidade caso o ginasta desprenda-se do aparelho, balance a fita que prende as argolas à haste de sustentação, use força ao invés de impulso nas acrobacias, não defina um movimento imóvel de pelo menos de dois segundos e não mantenha a postura angular dos ombros durante sua apresentação. As duas argolas são penduradas a 2,75 metros do solo, a distância entre uma argola e outra é de 50 cm e o seu diâmetro interno é de 18 cm.

SALTO E SOLO: as regras são as mesmas praticadas na competição feminina, acima citada.

Fonte:

Rio 2016 (rio2016.com)

Brasil 2016 (brasil2016.gov.br)

Comitê Olímpico Brasileiro (cob.org.br)

Wikipedia (wikipedia.org)

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