Ginástica Rítmica

Ginástica Rítmica

REGRAS

A ginasta precisa ter graça, leveza, beleza e técnicas precisas em seus movimentos para demonstrar harmonia e entrosamento com a música e suas companheiras, num ambiente de expressão corporal contextualizada inclusive pelos sentimentos transmitidos através do corpo. Fisicamente, é função desta modalidade desenvolver o corpo em sua totalidade, por meio dos movimentos naturais aperfeiçoados pelo ritmo e pelas capacidades psicomotoras nos âmbitos físico, artístico e expressivo.

A área de apresentação é de 13m por 13m, cada ginasta faz sua apresentação com um dos cinco elementos: arco, bola, corda, fita e maças. Nos Jogos Olímpicos, porém, são utilizados apenas quatro elementos. Nos Jogos Olímpicos, o torneio individual tem duas fases: classificatória e finais. As atletas se apresentam com um elemento e as dez melhores avançam à final, quando se reapresentam, desta vez com todos os elementos.

Na competição por equipes, cada grupo se apresenta com cinco bolas. Em seguida, são utilizadas fitas e arcos. As notas das duas rotinas são somadas e os oito melhores times passam à final. Na apresentação de conjunto, a série deve ter dois minutos e quinze a dois minutos e trinta segundos. Já no individual, um minuto a menos.

Os elementos corporais são a base dos exercícios individuais e de conjuntos que podem ser realizados em várias direções, planos, com ou sem deslocamento em apoio sobre um ou dois pés e coordenados com movimentos de todo o corpo. Andar, correr, saltar, saltitar, balançar, circundar, girar, equilibrar, ondular, lançar e recuperar são elementos corporais obrigatórios e acompanhados por estímulo musical.

Durante a realização dos movimentos a graça e a beleza deles também contam na avaliação das árbitras, já que a harmonia com a música deve gerar interação, além de demonstrar entrosamento nas apresentações de grupo.

ELEMENTOS CORPORAIS

Equilíbrio - na qual a atleta se posiciona sobre uma das pernas e levanta a outra.

Onda - a ginasta executa movimentos ondulatórios transcorrendo por toda a extensão do seu corpo podendo ser feito na vertical ou horizontal.

Moinho - no qual a atleta consegue com a ajuda de aparelhos como as maças e as cordas formar um círculo à sua volta com os movimentos dos braços.

Pivote ou pivot - que trata de uma rotação de 360º sobre um pé.

Véu - que são os movimentos de rotação de uma corda em torno do corpo da atleta.

APARELHOS

Maças - semelhantes a pinos de boliche, são feitas de madeira ou plástico e devem ter entre quarenta e cinquenta centímetros de comprimento e pesarem pelo menos 150g cada. A ginasta usa as maças para executar rolamentos, círculos, curvas e formar o número máximo possível de figuras assimétricas, combinando-as com várias figuras formadas apenas pelo corpo. Exercícios com as maças requerem alto grau de ritmo, coordenação e precisão para boas recuperações.

Corda - feita de qualquer material sintético, desde que permaneça leve e flexível e seu tamanho é proporcional à altura da ginasta. Esse aparelho possui também nós em suas extremidades que podem ser recobertas com material antiderrapante em cor neutra. Os elementos podem ser realizados com a corda aberta ou dobrada, presa em uma ou nas duas mãos, em direções diferentes, sobre diferentes planos, com ou sem deslocamento, com apoio sobre um ou os dois pés ou sobre outra parte do corpo. As ginastas lançam e recuperam a corda executando saltos, giros, ondulações e equilíbrio. Os principais elementos corporais da corda são os saltos.

Fita - considerado o aparelho mais prático da ginástica rítmica e composto por duas partes: o estilete, uma vareta que segura a fita e que pode ser feito de madeira, bambu, plástico ou fibra de vidro e deve medir 0.5 cm de diâmetro e entre 50 e 60 cm de comprimento. Sua forma pode ser cilíndrica, em forma de cone ou uma combinação das duas formas; a fita é de cetim ou outro material semelhante, desde que não engomado. Seu peso não deve ultrapassar 35 mg e deve ter no máximo 4 e 6 cm de largura e 6 metros de comprimento para ginastas de nível adulto. Longa, pode ser lançada em qualquer direção para criar desenhos no espaço, formando imagens e formatos de todo o tipo. Serpentinas, espirais e arremessos exigem da ginasta coordenação, leveza, agilidade e plasticidade. O elemento corporal da fita são os pivotes.

Bola - Feita de plástico ou de borracha, deve ter um diâmetro entre 18 e 20 cm e pesar pelo menos 400 mg. Único aparelho que não é permitido permanecer em contínuo contato com a atleta, a bola deve estar em constante movimento pelo corpo ou em equilíbrio. Jogada e recuperada com controle e precisão, é um elemento dinâmico que valoriza a série da ginasta. Os elementos corporais devem ser executados sobre o apoio de um ou dois pés ou qualquer outra parte do corpo e devem ter forma fixa, ampla e bem definida. Flexibilidade e ondas são os elementos corporais principais deste aparelho.

Arco - O arco é feito de madeira ou plástico, sendo importante que o material não deforme ou seja muito pesado. Possui entre 80 e 90 cm de diâmetro interno e pesa pelo menos de 300 mg. Deve ser rígido, mas sem se dobrar. Este aparato define um espaço, que deve ser usado plenamente pela ginasta, movendo-se de acordo com o círculo formado. São requeridas frequentes trocas de mãos e uma boa coordenação de movimentos. O formato do arco ou aro, como também é chamado, favorece rolamentos, passagens, rotações, saltos e pontes. Seus elementos corporais principais são os saltos, pivotes e equilíbrios.

HISTÓRIA

Ao contrário da ginástica artística, a ginástica rítmica é uma prática recente na história da humanidade, tendo sido criada no início do século 20 como um novo conceito, exclusivo para as mulheres. Inicialmente chamado de ginástica moderna, o esporte nasceu de uma combinação de técnicas de movimentos, terapia respiratória, terapia de relaxamento e dança, entre outros.

As primeiras décadas do século 20 serviram para desenvolver o novo esporte. Em 1952, foi fundada a Liga Internacional de Ginástica Moderna, cujo objetivo era disseminar a modalidade por meio de competições e demonstrações. Mas o movimento de divulgação já vinha ganhando força antes da fundação da liga. Em 1948, durante as Olimpíadas de Londres, os países que disputaram as competições de ginástica artística tiveram que participar de dois eventos da ginástica moderna por equipes: em um aparelho escolhido livremente e de mãos livres, com acompanhamento musical. Na edição seguinte dos Jogos, em 1952, em Helsinque, a ginástica moderna foi incluída como esporte de demonstração.

Dez anos depois disso, o 41º Congresso da Federação Internacional de Ginástica reconheceu, em 1962, a ginástica moderna como modalidade independente. Em 1963, foi realizado em Budapeste, na Hungria, o 1º Campeonato Mundial. Naquele mesmo ano e até 1972, o esporte foi rebatizado de ginástica rítmica moderna. Então, no 53º Congresso da Federação Internacional de Ginástica, adotou-se a nomenclatura ginástica rítmica desportiva (GRD). Finalmente, em 2003, o nome foi reduzido para ginástica rítmica.

Fonte:

Rio 2016 (rio2016.com)

Brasil 2016 (brasil2016.gov.br)

Comitê Olímpico Brasileiro (cob.org.br)

Wikipedia (wikipedia.org)

Fotos Recentes

Vídeos Recentes


Receba novidades