Vela/ Iatismo

Vela/ Iatismo

REGRAS

Iatismo, também conhecido como vela, é o nome dado ao esporte que envolve barcos movidos exclusivamente por propulsão à vela, onde se emprega somente a força do vento como meio de deslocamento. O iatismo é dividido em classes e atualmente há mais 100 classes oficializadas nesta modalidade, contudo, em olimpíadas, apenas 8 classes participam das competições.

CLASSES

Classe Laser - é a mais popular do mundo, com mais de 200.000 barcos produzidos em 140 países, cuja principal característica é a simplicidade e o baixo preço. Os barcos da classe Laser são tripulados por um velejador e é um barco bem veloz e pode planar em dias de vento forte.

Laser Standard - é modalidade olímpica masculina, mede 7.06 m² de área de vela e é desenhado para ser velejado por um iatista forte com mais de 80 kg.

Laser Radial - é modalidade olímpica feminina, mede 5.76 m² de área de vela e possui um mastro mais flexível e ligeiramente mais curto, sendo planejado para atletas mais leves velejarem este tipo de barco.  

Classe Finn – é um barco simples com uma vela de 4,5 m de comprimento e peso de 130 kg, projetado para um único velejador entre 80 kg e 100 kg. Conhecido como catboat - mastro colocado muito à frente do veleiro, a área da vela é uma das maiores do iatismo com dez metros quadrados o que faz com que o velejador tenha que aliar técnica com força para manejar sua embarcação. Modalidade praticada apenas no masculino.

Classe 470 - praticado tanto no masculino quanto no feminino, seu nome deve-se ao tamanho do barco medindo 4,7 metros ou 470 centímetros. Possui 3 velas e foi projetado para 2 tripulantes, comandante e proeiro (vem de proa e é responsável pelo ajuste das velas) que devem pesar um total entre 110 kg e 145 kg. São barcos muito rápidos e sensíveis ao movimento de corpo dos velejadores.

Classe ER49 – classe praticada apenas no masculino, este barco possui 3 velas e 2 asas laterais, projetado para 2 tripulantes, caracterizando-se por ser um barco extremamente rápido em que é necessário uma excelente técnica e coordenação para o navegar de forma segura e rápida. O barco deve ter no máximo 4,99 metros e seu formato lembra uma prancha de windsurf. A classe ER49X tem as mesmas especificações porém difere por ter velas menores e é uma categoria praticada por mulheres.

Classe RS:X – trata-se de uma prancha com vela da modalidade de windsurf, para apenas um tripulante praticada tanto no masculino quanto feminino. Possui comprimento de 2,88 m e pesa ceca de 30 kg.

Classe Nacra17 – nova classe olímpica estreando em 2016 nos jogos olímpicos do Rio. É um catamarã de casco duplo de 3 velas, velejado com tripulação mista, masculino e feminino. Possui cumprimento de 5,25 m e peso de 135 kg. O Nacra 17 é bastante leve para o seu comprimento. Isso garante excelente manuseio dentro e fora da água, permitindo navegar com uma ampla faixa de intensidade de vento durante as regatas, resultando em um barco ágil e, por outro lado, mais desafiador ao navegar.

HISTÓRIA

Na Antiguidade, a vela era utilizado como meio de transporte ou apenas uma atividade de lazer. O termo "iatismo" foi criado na Holanda, derivado da palavra "jaght" ou "jaght schip", que significa embarcação naval leve e rápida.

Como esporte, a vela foi introduzida na Inglaterra pelo rei Charles 2º na metade do século 17, logo após seu exílio na Holanda. Entusiasmado com a modalidade, ele começou a organizar competições em 1610. Um ano mais tarde, organizou a primeira competição realizada em águas britânicas, contra seu irmão, o duque de York.

Os mais antigos clubes dedicados às regatas a vela foram também criados no Reino Unido. Em 1720, foi fundado o Cork Harbour Water Club (atual Royal Cork Yacht Club). Em 1775, foi a vez do Cumberland Fleet, depois rebatizado Royal Thames Yacht Club. Em 1875, nasceu a Yacht Racing Association, criada com o objetivo de organizar e codificar os regulamentos para a realização de regatas no âmbito do Império Britânico. Seu primeiro presidente foi o príncipe de Gales, Eduardo 7º.

As regatas internacionais começaram em 1851, depois que um grupo do New York Yacht Club construiu uma embarcação de 30 metros batizada de "América", que velejou até as Ilhas Britânicas para ganhar o troféu Coupe Hundred Guineas, disputado em um curso em volta da Ilha de Wigth, sob a organização do Royal Yacht Squadron. Este troféu, depois rebatizado como Copa América - assim chamado não em homenagem ao primeiro vencedor, mas sim aos Estados Unidos -, é disputado anualmente e permaneceu em mãos dos norte-americanos até 1983, ano em que foi conquistado por uma embarcação australiana.

Em Olimpíadas, o esporte estava incluído no programa da primeira edição, em Atenas-1896. Porém, com as condições meteorológicas desfavoráveis da cidade grega, a vela teve sua estréia adiada. O mau tempo e o calendário apertado impediram a realização das provas naqueles Jogos. A vela só entrou no programa olímpico em Paris-1900. No Pan, o esporte estreou em 1951, na Argentina.

O esporte chegou ao Brasil na década de 1910, mas só ganhou força com o tricampeonato mundial do paulista Jorge Bruder (70-71-72), na classe Finn. Desde 1980, o país já viu dez vezes seus atletas no pódio dos Jogos (quatro pelo ouro) e já tem um tetracampeão, o jovem Robert Scheidt, que busca o bi olímpico em Sydney na classe laser.

Fonte:

Rio 2016 (rio2016.com)

Brasil 2016 (brasil2016.gov.br)

Confederação Brasileira de Vela (cbvela.org.br)

Federação Internacional de Vela (sailing.org.br)

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