Jiu-Jitsu Brasileiro

Jiu-Jitsu Brasileiro

REGRAS

É uma arte marcial desenvolvida pela família Gracie, no início do século XX, que se tornou a forma mais difundida e praticada do jiu-jitsu no mundo, principalmente depois das primeiras edições dos torneios de artes marciais mistas (MMA).

As técnicas visam a levar o adversário a uma posição chamada de "finalização", o objetivo maior de uma luta de jiu-jitsu. A finalização é quando um atleta consegue fazer com que o outro desista da luta, em geral isso ocorre quando o mesmo recebe um golpe de estrangulamento ou de torção tão bem executado que certamente não conseguirá sair. A qualquer momento um atleta pode dar os famosos “três tapinhas” no tatame, indicando que está desistindo da luta e dando a vitória para o seu oponente.

GOLPES E PONTUAÇÃO

Vantagem (1 ponto) - A vantagem se caracteriza quando o atleta conquista uma posição passível de pontuação que exige domínio sobre o adversário pelo tempo mínimo de 3 segundos, mas não consegue manter tal domínio.

Montada (4 pontos) - Quando o atleta que está por cima e já livre da meia-guarda senta sobre o tronco do adversário e mantém os dois joelhos ou um pé e um joelho no solo, virado para a cabeça do adversário e com até um braço do adversário preso sob suas pernas, mantendo-se assim por 3 segundos.

Pegada pelas costas (4 pontos) - Quando o atleta dominar as costas do adversário, colocando os calcanhares na parte interna das coxas do adversário, sem cruzar os pés, e podendo aprisionar até um dos braços do adversário sem que a perna que aprisiona o braço passe da linha dos ombros, mantendo-o sob controle por 3 segundos.

Passagem de guarda (3 pontos) - Quando o atleta que está por cima consegue transpor as pernas do adversário que está por baixo (transpor a guarda ou meia-guarda) e mantém o controle transversal ou longitudinal do mesmo, de costas ou de lado no solo por 3 segundos. A meia-guarda é a guarda onde o atleta por baixo está deitado de costas ou de lado e aprisiona apenas uma das pernas do adversário que está por cima impedindo que o mesmo alcance o controle transversal ou longitudinal do mesmo de costas ou de lado no solo por 3 segundos.

Queda (2 pontos) - Quando o atleta derruba o adversário ao solo de costas, de lado ou o faz cair sentado tendo em algum momento do movimento os dois pés no chão, mantendo a luta no chão e estabelecendo posição por cima por 3 segundos.

Joelho na barriga (2 pontos) - Quando o atleta que está por cima, com controle transversal, coloca o joelho na barriga, no peito ou sobre as costelas do adversário que está por baixo, de costas ou de lado no solo, mantendo a outra perna transversal ao corpo do oponente e o pé, e não o joelho, no solo, com o corpo virado para a cabeça do oponente e não para as pernas, tendo qualquer tipo de domínio com as mãos, mantendo-se assim por 3 segundos.

Raspagem (2 pontos) - Quando o atleta está por baixo com o adversário na guarda ou meia-guarda inverter a posição, forçando o adversário que estava por cima a ficar por baixo, mantendo-o nessa posição por 3 segundos.

Punições – menos 1 ponto

1ª falta - marcação no placar da primeira punição para o atleta.

2ª falta - concessão de uma vantagem para o adversário do atleta punido e marcação no placar da segunda punição para o atleta.

3ª falta - concessão de dois pontos para o adversário do atleta punido e marcação no placar da terceira punição para o atleta.

4ª FALTA - desclassificação do atleta.

Também há a falta por combatividade

VESTIMENTA JIU-JITSU SUBMISSION (SEM KIMONO - NO GI) 

Homens - Bermuda nas cores preta, branca ou preta com branca, com até 50% na cor da graduação (faixa) a que o atleta pertence, sem bolsos ou com bolsos completamente fechados por costura, sem botões, fechos ou qualquer peça plástica ou metálica que apresente risco ao adversário, e com o comprimento que atinja no mínimo abaixo da metade da coxa e no máximo até o joelho.

Camisa de tecido elástico (colado ao corpo) com comprimento que cubra a linha da cintura da bermuda, de cor preta, branca ou preta e branca, e com pelo menos 10% na cor referente à graduação (faixa) a que o atleta pertence. Camisas 100% na cor da graduação (faixa) a que o atleta pertence também são aceitas.

Mulheres - Short, calça de tecido elástico (colado ao corpo) ou bermuda nas cores preta, branca ou preta com branca, com até 50% na cor da graduação (faixa) a que a atleta pertence, sendo a bermuda sem bolsos ou com bolsos completamente fechados por costura, sem botões, fechos ou qualquer peça plástica ou metálica que apresente risco a adversária, e com o comprimento que atinja no mínimo abaixo da metade da coxa e no máximo até o joelho.

Camisa de tecido elástico (colado ao corpo) com comprimento que cubra a linha da cintura da bermuda, de cor preta, branca ou preta e branca, e com pelo menos 10% na cor referente à graduação (faixa) a que o atleta pertence. Camisas 100% na cor da graduação (faixa) a que o atleta pertence também são aceitas.

GRADUAÇÃO



 

HISTÓRIA

Também conhecido como Brazilian Jiu-jitsu ou Gracie Jiu-jitsu, arte marcial de raiz japonesa, jujutsu em japonês, que se utiliza essencialmente de golpes de alavancas, torções e pressões para levar um oponente ao chão e dominá-lo. Literalmente, j em japonês signfica “suavidade” e jutsu, “arte”. Daí seu sinônimo literal, “arte suave”.

O criador do estilo foi, em princípio, Carlos Gracie, que adaptou o judô com especial apreço à luta de solo, haja vista que seu porte físico punha-lhe em severa desvantagem contra adversários de maior porte. Partindo do princípio de que numa luta de solo, quando projeções ou mesmo chutes e socos não são eficientes, mas torções sim, o porte físico dos contendores torna-se de menor importância. Nessa situação, aquele que tiver mais técnica possuirá consequentemente a vantagem.

Mitsuyo Maeda, judoca japonês, naturalizado no Brasil, era conhecido como "Conde Koma".  Maeda foi fundamental para o desenvolvimento do jiu-jitsu brasileiro através de seu ensinamento à família Gracie. Quando Maeda chegou ao Brasil, passou a usar suas notáveis habilidades de luta em demonstrações, apresentações e até em circos como forma de ganhar a vida e de disseminar a cultura japonesa no Brasil.

A primeira vez que Carlos Gracie viu o Conde Koma, foi em uma dessas demonstrações e ficou espantado com a capacidade de Koma em derrotar adversários muito maiores e mais fortes que ele. Como Carlos Gracie era muito rebelde, seu pai, Gastão Gracie, decidiu levar o filho para aprender a técnica como forma de acalmar e discipliná-lo, já que Maeda tinha começado a ensinar o Jiu-Jitsu. 

Os treinamentos de Carlos Gracie sob a orientação de Maeda tiveram um impacto profundo em sua mente. Ele jamais havia sentido o nível de autocontrole e autoconfiança proporcionado pela prática do Jiu-Jitsu. Cinco anos após, Carlos teve que se mudar para o Rio de Janeiro junto com sua família, mas como teve dificuldade de adaptação e encontrar emprego formal, viu em Minas Gerais, uma oportunidade de começar a dar aulas. Passado alguns anos, retornou ao Rio de Janeiro.

Carlos Gracie Jr., sempre foi um lutador muito técnico e tinha muita dedicação ao esporte e ao estilo de vida do Jiu-Jitsu. Mas estava intrigado com os ensinamentos de seu pai e começou a se dedicar cada vez mais ao desenvolvimento da Dieta Gracie como forma de auxiliar os atletas da família e de tratar doenças. A curiosidade de Carlinhos, como era chamado pela família, o levou a estudar Nutrição para aprofundar seu entendimento sobre a influência dos alimentos no organismo das pessoas. Carlinhos abriu uma escola na Barra da Tijuca, um bairro mais novo e promissor da crescente zona oeste da cidade. Dessa escola surgiu a expressão “Gracies da Barra” e, finalmente, “Gracie Barra”. A escola tinha em torno de 20 alunos e passou para quase 200 depois do primeiro ano. A Gracie Barra, então, transferiu a escola para um espaço maior dentro de uma academia, onde permanece até hoje.

A Gracie Barra montou a equipe mais competitiva e a mais forte de todos os tempos, colecionando vários títulos mundiais. Além disso, também recebiam orientações valiosas de Carlinhos a respeito de hábitos saudáveis e de como manter um estilo de vida equilibrado. Na medida em que seus alunos faixas-pretas foram se graduando, era natural o desejo de continuar no Jiu-Jitsu, de aceitar os desafios da carreira de professor e de fazer por seus alunos o que o Mestre Carlos Gracie Jr. havia feito por eles. Quando foram pedir permissão ao Mestre Carlos para atuar como professores Gracie Barra, tiveram não apenas sua aprovação como também o seu apoio. Carlos encorajou-os a abrir suas próprias escolas, inclusive algumas muito próximas da matriz.

Sem formalidades, mas com grande intenção e comprometimento pessoal, nascia o que hoje conhecemos como GB Brasil, uma comunidade mundial de praticantes de Jiu-Jitsu Brasileiro formada por professores, alunos e atletas.  Em 2005, Carlos Gracie Jr. Transferiu a matriz do Rio de Janeiro para os EUA no intuito de criar a escola perfeita: um protótipo para servir como experimento do melhor treinamento, do melhor ensino e das melhores práticas de gestão e, assim, se tornar referência para as escolas e professores GB no mundo todo, fundando o programa de licenciamento GB.

Ao longo dos anos, muitos processos têm como meta implantar uma escola GB em cada cidade do Brasil, para que o objetivo do Mestre seja alcançado, que é: “UMA ESCOLA GRACIE BARRA EM CADA CIDADE DO MUNDO”.

Fonte:

Gracie Mag (graciemag.com)

Gracie Barra (graciebarra.com)

Aprenda Jiu-Jitsu (aprendajiujitsu.com.br)

Confederação Brasileira de Jiu-Jitsu (cbjj.com.br)

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