kitesurf

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O ESPORTE

O kitesurf é um esporte que une surf, windsurf, wakeboard, esqui e voo livre, onde o atleta veleja e navega uma prancha em alta velocidade.Também conhecido como kiteboarding ou flysurf, o kitesurf é praticado através de uma pipa (como é conhecida pelos praticantes) e uma prancha com ou sem suporte para os pés. 

A pipa fica presa à cintura do atleta através de um dispositivo chamado trapézio comanda o kite com a barra, e sobre a água, é impulsionada pelo vento que atinge pipa. Da pipa partem quatro cabos que são presos na barra localizada no cinto do atleta – duas cordas prendem-se no centro da barra e as outras duas na extremidade. O controle da barra é o que dá a direção da pipa e do velejo. Através da barra, o kitesurfer pode virar para esquerda, direita ou ainda aumentar ou diminuir a velocidade.

REGRAS

1 - Tem prioridade quem tem uma capacidade de manobra mais reduzida.

2 - O atleta que vai a entrar para dentro de água e sai a navegar entre a areia e a rebentação, tem sempre prioridade devido ao fato de poder estar numa situação de mais perigo, por se encontrar em terra com o kite no ar. O atleta que pretende entrar deve facilitar a saída do outro.

3 - O atleta que está surfando uma onda tem prioridade sobre outro que vem em direção oposta, apenas quando a regra nº 2 não se aplica. 

4 - A prioridade de navegar após a rebentação é sempre de quem está com a mão direita à frente, no sentido da navegação de quem está navegando do lado esquerdo para o lado direito do vento. Neste caso o kitesurfista que tem a mão esquerda à frente, deve baixar o seu kite para o outro ter espaço para passar em segurança e se for necessário deve descer em direção ao vento e o atleta que tem a mão direita à frente deve continuar o seu trajeto e facilitar a passagem do outro, levantando o kite devagar para evitar cruzamentos de linhas.

5 - Quem salta perde a prioridade em qualquer situação. Desta forma o kitesurfista só deve saltar se for totalmente seguro e se não tiver ninguém atrás de si, nem a sotavento (downwind). ** Sotavento: lado do barco que recebe o vento

6 - Quando dois kitesurfistas estão navegando no mesmo sentido, quem estiver a navegar a sotavento tem prioridade sobre quem está a barlavento. Na entrada para a água, quem estiver a barlavento deve deixar entrar primeiro o atleta que está a sotavento. **Barlavento: lado oposto do barco ao qual o vento sopra

7 - Um kitesurfista sem prancha nos pés tem prioridade sobre outros que sigam o mesmo rumo ou estejam em rota de colisão com este.

8 - Use sempre o bom senso e dê sempre passagem aos outros, caso o possa fazer. Caso o kitesurfista com prioridade veja que o outro kitesurfista que não tem prioridade, esteja numa situação de perigo, este deve dar-lhe a prioridade.

Tipos de pranchas:

Direcionais - semelhantes às pranchas de surf, podendo ter acabamento em resina epoxi e miolo em bloco de isopor (mais resistentes) ou em resina poliester e miolo em bloco de poliuretano. Possuem duas ou três alças para os pés e quilhas iguais às de surf.

Vantagens: Em tamanho grande, possuem maior flutuação, o que facilita o uso em ventos mais fracos principalmente para orçar e são melhores para surfar as ondas. Desvantagens: Em ventos mais fortes, as pranchas maiores são mais difíceis de cravar a borda na água para orçar sendo necessário fazer o jibe.

Jibe  é um looping para frente que termina planando para o outro lado e o segredo é saber manter o kite no topo durante o voo e dar o comando para o outro lado quando estiver no meio da descida. Antes de começar a tentar esta manobra, é preciso saber pular bem e voltar para o outro lado no meio do pulo.

Bidirecionais – possuem mesmo acabamento e miolo como as pranchas direcionais. Normalmente têm 2 alças, mas podem ser usadas com botas de wakeboard ou sandálias. Não têm frente ou traseira e ambos os lados são iguais. Possuem quilhas menores do que as direcionais.

Vantagens: Não precisa fazer o jibe e são mais ágeis para se mudar de direção. Desvantagens: Em ventos mais fortes, as maiores são mais difíceis de cravar a borda para orçar, sendo necessário o jibe e em ventos fracos são um pouco mais difíceis de orçar.

Wakeboards - são pranchas com pouquíssima flutuação e quilhas pequenas. Podem ter botas (mais usado) ou sandálias e geralmente são feitas de resina e fibra (de vidro ou carbono), mas podem ser de madeira também. As de fibras podem possuir miolo de espuma rígida, honeycomb ou madeira balsa (as mais atuais).

Vantagens: Por serem leves e pequenas, sua aerodinâmica facilita os saltos e giros não sendo preciso se fazer o jibe. Em ventos fortes são boas para orçar, pois cravam bem a borda na água. São muito resistentes. Desvantagens: Por quase não flutuarem, precisam de ventos mais fortes e em ventos fracos, são mais difíceis de orçar. Não são ideais para surfar as ondas e no caso de ventos rajados e fracos, quando o kite cai na água o praticante não pode usar os pés para nadar (se estiver usando botas). Com botas também é difícil de entrar na água sozinho e em lugares com pedras e correnteza.

DESCRIÇÃO DAS PRANCHAS

Bordas - Laterais da prancha que podem ser finas e grossas, altas e baixas, redondas e afiadas.

Nariz- Parte frontal da prancha

Rabeta - Parte posterior da prancha

Quilhas - Aletas que dão equilíbrio e estabilidade

Alças - Encaixes para os pés

Deck - Parte superior da prancha

Rocker - Curvatura longitudinal da prancha

Concave - Curvatura transversal do fundo

Distribuição de volume - Espessura em cada ponto ao longo do comprimento.

TIPOS DE KITE (PIPA)

Infláveis - São os mais utilizados e possuem apenas uma superfície de tecido, talas infláveis que mantém o perfil aerodinâmico estável e um inflável principal que mantém o formato em arco, tornando-os incapazes de afundar e fáceis de redecolar.

Vantagens: boa capacidade de orçar, são estáveis e possuem muita potência para saltar e manter o tempo de voo (hangtime) além de permitirem que sejam usados em amplas faixas de vento (windrange). Desvantagens – as talas infláveis são frágeis e podem furar ou estourar se não usados adequadamente.

Foils - Assemelham-se a um parapente e possuem duas camadas de tecido (superfície superior e inferior) e é dividido por várias células que se enchem de ar.

Vantagens: boa tração, alguns modelos são montados rapidamente e são fáceis de redecolar, exceto se ficarem pouco tempo na água enchendo de água. 
Desvantagem: possuem um complexo sistema de cabresto com muitas linhas que podem se enrolar. Dependendo do modelo demoram muito tempo para desinflar e guardar, e se for mal regulado o kite perde o perfil e o voo fica muito ruim.

Arch – É uma mistura entre os infláveis e os foils. Possuem duas camadas de tecido, semelhante ao foil e não possuem infláveis. Usam o sistema de perfil de dupla superfície junto com o formato frontal em arco, eliminando a necessidade das mil linhas do cabresto.

Vantagens: são estáveis, menos frágeis e não têm cabresto, mas enche de água se ficar alguns minutos na água. Desvantagens: são mais difíceis de redecolar e tem a capacidade de manobra e velocidade dos infláveis para explosão de saltos e voos.

Kites - São semelhantes às pipas de brinquedo, pois possuem apenas uma camada de tecido e armação em fibra (geralmente de carbono).

Vantagens: são baratas e tracionam bem. Desvantagens: não são redecoláveis, as armações podem se quebrar ou gerar graves lesões com o impacto de quedas.

HISTÓRIA 

O kitesurf conhecido hoje foi criado por dois irmãos franceses, Bruno e Dominique Legaignoux, em 1985. Mas há cerca de 2 mil anos, os chineses já utilizavam a pipa para auxiliar os barcos no transporte de materiais pesados. O inglês George Peacock é considerado o pai da tração à pipa por ter inventado, em 1826, uma estrutura em que uma carroça era puxada por pipas a uma velocidade de até 20 km/h, já o norte-americano, Samuel Franklin Cody chegou a navegar no Canal da Mancha sendo puxado por uma pipa.

Por volta dos anos 1970 e 1980, a pipa chegou a ser usada para impulsionar canoas, patins, patins no gelo, esquis e esquis aquáticos. O suíço Andréas Kuhn foi quem chegou mais perto do kitesurf atual. Ele utilizava um parapente de aproximadamente 25 m² para impulsioná-lo sobre uma prancha parecida com as wakeboards que conhecemos. Seus saltos chegaram a ser televisionados e divulgados em toda a Europa. Mas, havia ainda um grande problema a ser resolvido. O parapente, ao cair na água, não permitia uma nova decolagem. Esse foi o grande diferencial da pipa dos irmãos Legaignoux – eles criaram uma pipa inflável que, além de permitir ser reerguida caso caísse na água, também retornava em um ângulo de 10 graus contra o vento, ideal para a decolagem.

Em 1985, ano em que patentearam o kite, o windsurf estava no auge e nenhuma empresa quis arriscar-se a produzir a pipa. Apenas 10 anos depois, em 1995, é que a pipa começou a ser produzida e comercializada. Um dos responsáveis pela divulgação do esporte foi Robby Naish, campeão mundial de wind. Naish se apaixonou pelo esporte e hoje, além de velejar é também um fabricante de kite. Ele inclusive foi o primeiro campeão mundial de kite, em torneio realizado no ano de 1998, em Maui, no Havaí.

No ano 2000 foi criado o primeiro circuito mundial de kitesurf – o Kitesurf Pro World Tour, que teve uma das etapas realizada na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. No ano seguinte os atletas fundaram a Professional Kiteboard Riders Association. Nesse mesmo ano foi criada a Associação Brasileira de Kitesurf (ABK), entidade que rege o esporte no Brasil e que está diretamente ligada à Confederação Brasileira de Vela e Motor.

Fonte:

ProWind (prowind.com.br)

KiteSurfmania (kitesurfmania.com.br)

Associação Portuguesa de Kite (apkite.pt)

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