Motovelocidade/ MotoGP

Motovelocidade/ MotoGP

REGRAS

MotoGP ou Moto Grand Prix é a categoria máxima do motociclismo e o mais antigo campeonato do mundo de esportes motorizados. O campeonato é constituído pelas provas das categorias de Moto 3 (que desde 2012 substitui a categoria de cilindrada de 125 cc), e Moto2 (que desde 2010 substituiu a categoria de cilindrada de 250 cc). Nos anos de 2002, 2006 e 2007 a categoria MotoGP passou por substituições de cilindradas e, desde 2012, a categoria tem 1000cc.

O Regulamento do Campeonato Mundial de Motovelocidade é modificado todos os anos em busca de aperfeiçoamento. Portanto, aqui constarão as principais regras da última modificação, no Grande Prêmio da Malásia, em 2015.

O regulamento define as penalizações por indisciplina ou não observância das regras de conduta: conduta exemplar, jogo limpo, esportividade e caráter.

As penas podem ser em pontos no carnê de penalização, multa de até 50 mil euros, perda de posições, ‘ride trough’ (passar pelo ‘pit stop’ sem parar, a no máximo 60 km/h), penalidades por tempo (de até 2 minutos ou cancelamento do tempo – nos treinos), cessão de posições no grid (regra introduzida durante a temporada), desclassificação (com bandeira preta), perda dos pontos no campeonato (incluindo corridas passadas), suspensão (perda do direito de participar de uma ou mais corridas) e exclusão (perda final e completa do direito de participar de qualquer competição controlada direta ou indiretamente pela Federação Internacional de Motociclismo). O que significa ser banido do esporte. As penas podem ser aplicadas cumulativamente, ou seja, somadas. 

Uma Passagem pela via de boxes é uma penalização em que o piloto tem de passar pelo pit lane (Pit Stop). Esta penalização pode ser aplicada, por exemplo, em situações de falsa partida. Durante a corrida, o piloto será obrigado a passar pelo pit stop e só depois poderá juntar-se aos demais em pista. Não é permitido parar e o piloto tem que respeitar o limite de velocidade de 60 km/h no pit stop. Em caso de infração deste limite de velocidade, o procedimento de passagem pelo pit stop será repetido. E, em caso de segunda infração deste limite, será apresentada ao piloto a bandeira preta, o que significa desclassificação.

Após a notificação da penalização de passagem pela via dos boxes ter sido dada à equipe do piloto, a informação será apresentada num quadro amarelo com o número do piloto na linha de chegada e nas telas de tempo. O piloto punido que não efetuar a passagem pela via das boxes, depois do quadro ter sido apresentado cinco vezes, será penalizado com a bandeira preta.

Em todas as corridas, as pistas são classificadas como secas ou molhadas antes do início da prova. Uma placa é apresentada com o objetivo de indicar aos pilotos as condições climáticas instáveis durante a corrida, pois afeta diretamente na escolha dos pneus.

Se a bandeira é agitada durante a corrida, significa que os pilotos podem trocar de moto com pneus adequados para pista com chuva. Normalmente isto é denominado de corrida de bandeira-a-bandeira.

BANDEIRAS E LUZES

No decorrer da competição, há bandeiras e luzes de aviso que são usadas para passar informação aos pilotos sobre a corrida.

As bandeiras são apresentadas pelos comissários em vários locais à volta do circuito e os pilotos têm sempre que estar atentos às mensagens que lhes são apresentadas. Ignorar as instruções das bandeiras pode resultar em penalizações:  notificação, multa, passagem pela via de boxes, alteração da posição da corrida, penalização de tempo, desclassificação, retirada de pontos do Campeonato do Mundo, suspensão ou exclusão. As penalizações dependem do grau de infração.

Bandeira Preta - Desclassificação. Junto com a bandeirada preta, é mostrado um quadro com o número do piloto indicando que este deve parar nos boxes ao final da volta e não pode mais voltar para a corrida. Esta bandeira e apresentada após a equipe do piloto ser notificada e, o piloto tem até 5 voltas para entrar no pit stop.

Bandeira Preta com Disco Laranja - Informa ao piloto que sua moto está problemas mecânicos e deve abandonar a pista de imediato.

Bandeira Branca com Cruz Vermelha e Bandeira Amarela com riscos vermelhos – Indica que a pista está molhada devido ao início da chuva.

Bandeira Branca – Autoriza os pilotos a trocarem de moto em caso de pista molhada devido à chuva.

Bandeira Azul – Durante os treinos, esta bandeira indica que o piloto deve facilitar a ultrapassagem para o piloto mais rápido que está próximo a ele. Esta bandeira também é mostrada aos pilotos que estão na pista alertando que outro piloto está saindo do pit stop.

Bandeira Quadriculada – Indica que o piloto é o vencedor da corrida, que foi o primeiro a cruzar a linha de chegada.

Bandeira Amarela – Indica algum perigo ou alerta. Os pilotos devem reduzir a velocidade e a ultrapassagem é proibida.

O desrespeito da bandeira amarela durante os treinos resulta na anulação do tempo efetuado na volta em que a infração foi cometida. Em caso de desrespeito desta regra durante a competição, o piloto perderá posições.

Bandeira Vermelha e Luzes Vermelhas – A bandeira vermelha será agitada e as luzes vermelhas serão ligadas em toda a pista, sempre que a corrida ou o treino for interrompido. Os pilotos devem voltar aos boxes com velocidade reduzida e não podem fazer ultrapassagens.

Bandeira Verde - Pista livre de perigo que deve ser agitada durante a primeira volta de cada sessão de treino, aquecimento e volta de reconhecimento de pista. A bandeira verde também é agitada imediatamente após o local de um incidente que necessite de ser assinalado com uma, ou mais bandeiras amarelas.

Luzes Vermelhas – As luzes vermelhas serão ligadas na linha de partida e, entre 2 e 5 segundos as luzes se apagarão indicando a largada.

Luz Verde – Luz que indica o início dos treinos, do aquecimento e reconhecimento de pista, ligada na saída do pit stop. 

PONTUAÇÃO
 

COLOCAÇÃO PONTUAÇÃO
1º lugar 25 pontos
2º lugar 20 pontos
3º lugar 16 pontos
4º lugar 13 pontos
5º lugar 11 pontos
6º lugar 10 pontos
7º lugar 9 pontos
8º lugar 8 pontos
9º lugar 7 pontos
10º lugar 6 pontos
11º lugar 5 pontos
12º lugar 4 pontos
13º lugar 3 pontos
14º lugar 2 pontos
15º lugar 1 ponto
 

HISTÓRIA

MotoGP é o campeonato de esportes motorizados mais antigo do mundo, completando 66 anos de história.

A partir do início do século XX começaram a disputar Grandes Prêmios de Motociclismo em vários países e em 1938, a Federação da época, anunciou um Campeonato da Europa. Contudo, o início da Segunda Guerra Mundial interrompeu a competição e só algum tempo após o final da guerra, passou a haver combustível disponível para permitir a criação de uma verdadeira competição internacional, em 1949.

No inicio, os Grandes Prêmios eram compostos por quatro categorias, com o primeiro título da ‘categoria rainha’, 500cc, que foi conquistado pelo britânico Leslie Graham. Outro inglês, Freddie Frith (Velocette) arrecadou o primeiro cetro Mundial de 350cc, enquanto os italianos Bruno Ruffo (Moto Guzzi) e Nello Pagani (Mondial) foram os primeiros Campeões do Mundo de 250cc e 125cc.

OS “SWINGING SIXTIES” – Uma década de juventude e rebeldia.

Durante a década de 60 a indústria Japonesa de motos começou a crescer e foi nesses anos que muitos dos atuais construtores do MotoGP™, como a Honda, Suzuki e Yamaha, conquistaram os primeiros prêmios no Campeonato do Mundo nas categorias de 125cc, 250cc e 500cc. A Suzuki, em particular, comemorou o grande sucesso na nova classe de 50cc introduzida em 1962.

Até a era moderna os pilotos competiam com regularidade em 2 ou 3 categorias simultaneamente e Giacomo Agostini conquistou dez dos seus 15 títulos em cinco épocas consecutivas enquanto duplo Campeão de 350cc e de 500cc – um período dourado que começou em 1968 competiu pela MV Agusta, uma fabricante Italiana de motos.

Por esta altura, os custos associados na participação nos Grandes Prêmios tinham aumentado de tal forma que várias marcas japonesas acabaram saindo da competição – no final dos anos 60 só restava a Yamaha. Em resposta, a FIM (Federação Internacional de Motociclismo), introduziu regras que limitaram as motos de um cilindro na categoria de 50cc, dois cilindros nas 125cc e 250cc e quatro cilindros nas 250cc e 500cc.

No período seguinte, o equilíbrio de forças viu títulos serem conquistados por marcas europeias (Bultaco, Kreidler, Morbidelli, MV Agusta), japonesas (Kawasaki, Suzuki, Yamaha) e norte-americanas (Harley Davidson), quando finalmente, os Japoneses quebraram o domínio da MV Agusta na categoria rainha meados da década de 70.

A ERA MODERNA

Antes das alterações dos regulamentos que levaram à mudança para as 990cc a 4-tempos na categoria rainha – em linha com a engenharia moderna e as tendências da produção – um jovem piloto italiano de nome Valentino Rossi conquistou o último prêmio da história das 500cc em 2001 com uma Honda, após ter se consagrado Campeão do Mundo de 125cc em 1997 e 250cc em 1999, ambos com uma Aprilia.

Antigamente, o campeonato era chamado de Campeonato Mundial da FIM e, após a atribuição do novo nome ao Campeonato do Mundo como MotoGP™  em 2002 e com a introdução das 990cc, Rossi venceu quatro títulos consecutivos, dois com a Honda e dois após a sensacional passagem para a Yamaha.

No início da época de 2007 foram introduzidas novas regras a restringir o número de pneus usados em Grandes Prêmio e a redução da capacidade do motor de 990cc para 800cc, voltando a nivelar a competição no MotoGP™. Casey Stoner, aos comandos de uma Ducati com pneus Bridgestone, foi o primeiro a se destacar na nova era como Campeão do Mundo. Contudo, em 2008, Rossi regressou ao topo, assegurando o sexto Grande Prêmio da categoria rainha, ficando Stoner em 2° lugar na classificado geral.

Em 2009, a Bridgestone passou a ser fornecedora exclusiva da classe de MotoGP™, atribuindo a regra de um único fornecedor de pneus. Rossi conquistou o seu sétimo título na categoria rainha depois de lutar com o companheiro de equipe Jorge Lorenzo, impedindo o italiano de igualar o recorde de todos os tempos de Giacomo Agostini com oito títulos.

O ano de 2010 viu um novo nome entrar para os livros de história da classe de MotoGP™ com Jorge Lorenzo a ser coroado Campeão do Mundo após emocionante luta pelo campeonato durante toda a temporada com o companheiro de equipe, Valentino Rossi. Lorenzo mostrou soberba, consistência e notável maturidade para conquistar a coroa da categoria rainha com apenas 23 anos de idade.

Em 2011 Casey Stoner passou para a Honda oficial, uma mudança que se revelou um grande sucesso. Stoner conquistou o titulo de 2011 com uma vitória em Phillip Island. Em 2012 as motos passaram a ter 1000cc e foi Jorge Lorenzo, da Yamaha Factory Racing, quem ganhou o campeonato ao terminar em segundo lugar.

Marc Márquez, da Repsol Honda Team, ganha o primeiro campeonato de MotoGP™ da sua carreira, em 2013, logo na sua estreia na categoria rainha tendo conquistado o campeonato no ano seguinte, em 2014.  Em 2015, foi a vez de Jorge Lorenzo voltar ao topo da MotoGP™ após polêmica envolvendo Valentino Rossi que, em 2016, prometeu lutar pela conquista da marca histórica do 10° título de Campeão Mundial de Motovelocidade.

Fonte:

MotoGP (motogp.com)

Federação Internacional de Motovelocidade (fim-live.com)

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