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REGRAS

As boas ondas tem um pico e esta é a parte da onda que vai quebrar primeiro e também a mais vertical de toda a onda. O atleta deve surfar mais perto desta parte da onda, pois se surfa do pico para a praia fugindo das espumas. O pico é que vai ditar que direção vai à onda, se pra direita ou esquerda.

Se for ultrapassar alguém já surfando, deve-se remar para a espuma, pois não se deve surfar à frente de outro surfista a não ser que tenha a certeza que vai estar 6 metros à frente dele. Também não surfe onde está muita gente porque se expõem facilmente aos acidentes.

No surf o surfista pode ter duas bases em cima da prancha, goofy (pé esquerdo atrás) ou regular (pé direito atrás). Onde o pé de trás será a base de toda manobra. As pranchas de surf diferem-se na construção, tamanho e design para cada tipo de onda e são medidas em “pés” e “polegadas”. 1 pé tem 30,48 cm e corresponde a 12 polegadas. 1 polegada tem 2,54 cm. Leash é a corda que une o surfista à prancha presa no calcanhar evitando a perda da prancha e parafina é o material usado para garantir a adesão das solas do pé do surfista na prancha evitando deslizes e quedas.

As pranchas de surf são divididas em grupos por seu tamanho:

Longboard: pranchas maiores que 9 pés e bico arredondado ou tendendo a arredondado, grandes e largas.

Shortboard: pranchas menores medindo entre 5 e 6 pés, pontuda, mais utilizadas em campeonatos por serem mais velozes e de fácil manobra.

Funboard: pranchas intermediárias entre a longboard e shortboard. Medem entre 7 a 8 pés, são mais versáteis, pois são mais fáceis de entrar na onda e não exigem manobras potentes.

HISTÓRIA

Os primeiros relatos do surfe dizem que este foi introduzido no Havaí pelo rei polinésio Tahíto. Outros relatos dão conta de que, muito antes dos havaianos, antigos povos peruanos já se utilizavam de uma espécie de canoa confeccionada de junco para deslizar sobre as ondas. O primeiro relato escrito da observação de pessoas a fazerem surf, foi feito pelo navegador Inglês James Cook que gostou do esporte por se tratar de uma forma de relaxamento.

Utilizavam-se, inicialmente, no Hawaii pranchas de madeira denominadas Alaia e eram fabricadas pelos próprios usuários. Acreditava-se que, ao fabricar sua própria prancha todas as energias positivas eram transmitidas para ela e, ao se praticar o esporte, se libertava das energias negativas. Os primeiros praticantes desse esporte acreditavam que sua prática seria um culto ao espírito do mar.

O reconhecimento mundial do esporte veio com o campeão olímpico de natação e pai do surfe moderno, o havaiano Duke Paoa Kahanamoku. Ao ganhar a medalha de ouro nos jogos olímpicos de 1912, em Estocolmo, o atleta disse em entrevista que o seu treino se resumia em "cavalgar sobre as ondas com uma tábua de madeira" e, desse modo, passou a ser o maior divulgador do esporte no mundo. Com isso, o arquipélago do Havaí e os seus esportes típicos passaram a ser reconhecidos internacionalmente.

No início do século XX, Duke promoveu o surfe, iniciando demonstrações noutras regiões do mundo como a Califórnia, França , Austrália, América do Sul e África. Por volta da década de 1940, o esporte popularizou-se na costa oeste dos Estados Unidos, tornando-se popular entre os jovens, principalmente nas praias do sul da Califórnia. Então, com o início dos primeiros campeonatos de surfe em 1974, o surfe tornou-se popular em todo o mundo, no início de um emergente profissionalismo. A evolução do surfe moderno foi especialmente marcada pela apresentação de novos modelos de pranchas de surfe, como a prancha twin-fin de Mark Richards em 1980 e, depois, pela prancha tri-fin de Simon Anderson em 1981, Australianos que tornaram esse país o detentor do maior número de campeões mundiais de surfe.

No Brasil, as primeiras pranchas eram chamadas de "tábuas havaianas” trazidas por turistas e funcionários de companhias aéreas e o esporte foi desenvolvido e começado em Santos. As primeiras pranchas de fibra de vidro, importadas da Califórnia, só chegaram ao Brasil em 1964. Em 15 de Julho de 1965, foi fundada a primeira entidade de surfe do país - a Associação de Surfe do Estado do Rio de Janeiro. Esta organizou o primeiro campeonato em Outubro daquele ano. No entanto, o surfe só seria reconhecido como esporte pelo Conselho Nacional de Desportos em 1988.

CURIOSIDADES

O surfista mais conhecido do mundo é Kelly Slater, nascido na Flórida, EUA, que soma 11 títulos mundiais.

Recentemente, a cidade Tókio e seu Comitê Organizador para as Olimpíadas de 2020, recomendou a inclusão do surf nos Jogos Olímpicos que organizará. Este foi o primeiro passo oficial rumo à inclusão do Esporte dos Reis Havaianos nos jogos mundiais que acontecem a cada quatro anos. A decisão final será tomada na cidade do Rio de Janeiro, durante as Olimpíadas de 2016.

Fonte:

Longboard4ever (longboard4ever.com.br)

Peniche SurfCamp Portugal (penichesurfcamp.com)

Confederação Brasileira de Surf (cbsurf.com.br)

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